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Aikido o caminho da harmonia

Posted in Akido with tags , , , , , , , , on 03/06/2010 by artesmarciaispaulonetto

Aiki, a primeira metade da palavra Aikidõ, se compõe de dois caracteres chineses: . ai, que significa “reunir, fundir, juntar, harmonizar”, e ki, uma palavra com uma multiplicidade de sentidos que incluem (como neste caso) “espírito” e “disposição”. Aiki sempre foi um tema central da filosofia asiática, mas Morihei declarou: “Minha interpretação de aiki é muito mais ampla do que as interpretações do passado.” Ele definiu aiki de várias maneiras:
Aiki é o princípio universal que congrega todas as coisas; é o processo maior de unificação e de harmonização que opera em todos os reinos, desde a vastidão do espaço até o menor dos átomos.


Aiki reflete o grande projeto do cosmos; ele é a força da vida, um poder irresistível que une os aspectos’materiais e espirituais da criação. Aiki é o fluxo da natureza.
Aiki significa a união do corpo e do espírito e é uma manifestação dessa verdade. Além disso, aiki nos permite harmonizar o céu, a terra e a humanidade numa unidade.
Aiki significa “conviver em harmonia”, num estado de entendimento mútuo. Aiki é a virtude social suprema. Ele é o poder da reconciliação e do amor.


A visão que Morihei tem de aiki é muito próxima das idéias de integritas (plenitude) e de consonantia (harmonia) da filosofia ocidental. A integração – entre corpo e espírito, entre eu e o outro, entre humanidade e natureza, entre verdade e beleza – é uma condição que todos devem se empenhar por alcançar, e é também um estado moral: os que são íntegros podem agir da maneira mais apropriada e mais justa.
Consonantia (harmonia, em grego) é um “ajustar-se”. Também os sábios do Ocidente perceberam a harmonia das esferas e o processo em que todos os elementos se integram para formar o todo maior. Como Hipócrates escreveu: “Todas as coisas estão em concordância.” A Física atual define esse conceito com as seguintes palavras:
“A quantidade de energia positiva que existe no universo é exatamente igual à quantidade de energia negativa; o universo é, e sempre foi, um sistema de energia em perfeito equilíbrio.”



A intuição de que “todas as coisas estão em concordância” era uma crença comum no Oriente e também no Ocidente. Lamentavelmente, a civilização moderna foi envenenada pela proposição deturpada de alguns de que a vida não passa de uma forte rivalidade entre espécies em que somente os mais preparados conseguem sobreviver. A vida é sempre uma prova, e as pessoas precisam estar física e mentalmente preparadas para vencê-la – essa é uma das razões por que praticamos Aikidõ – mas a visão perniciosa de que a existência é uma batalha constante contra inimigos que devem ser totalmente subjugados ou aniquilados é uma das causas diretas de grande parte da exploração e da destruição tanto da humanidade como do meio ambiente que irrompeu violentamente nos séculos XIX e XX.

O Sensei Morihei Ueshiba, criador do Aikido.


A ênfase dada à necessidade de “vencer”, por quaisquer meios e a qualquer custo, ofuscou enormemente o nobre ideal do “desportismo” nos esportes contemporâneos. Morihei escreveu: “Hoje os esportes só servem como exercício físico – eles não treinam a pessoa como um todo. A prática de aiki, por outro lado, promove o valor, a sinceridade, a fidelidade, a bondade e a beleza, além de tornar o corpo forte e saudável.” No Aikidõ tradicional não existem campeonatos formais, e por conseqüência não há “vencedores”, nem “vencidos”. Algumas pessoas têm muita dificuldade de aceitar essa posição, e mesmo alguns dos discípulos mais próximos de Morihei discordavam do mestre nesse ponto – eles insistiam em implantar algum tipo de competição, semelhante às lutas praticadas no judô ou aos torneios com um sistema de pontuação de estilo olímpico.


Morihei, entretanto, sustentou até o fim que aiki é cooperação. Em cada exercício de Aikidõ, os parceiros se alternam nos papéis de ataque e de defesa, de vencedor e de vencido. Dessa forma, o praticante aprende muito treinando nos dois lados da equação do Aikidõ. Espectadores (e às vezes os próprios estudantes) muitas vezes observam que “as técnicas do Aikidõ só funcionam se o parceiro cooperar”. É precisamente essa a questão. Rinjirõ Shirata Sensei costumava explicar aiki deste modo: “Vivendo em harmonia, demo-nos as mãos e alcancemos a linha de chegada juntos.”


Aiki, como um agente de cura, conota ressuscitação e revitalização. Os melhores médicos de todas as culturas compreendem que um diagnóstico apropriado depende em grande parte do fato de ele, médico, estar em sintonia com o paciente para sentir o que este realmente sente. Só então ele terá condições de prescrever um remédio condizente. (No Japão antigo, um tipo de aiki era usado para reanimar pessoas que ficavam inconscientes devido a um acidente ou que entravam em coma devido a alguma doença.) Morihei falava freqüentemente das propriedades restauradoras e salutares do treinamento em aiki: “O volume de energia depois de um bom exercício deve ser maior do que o existente antes do exercício.”


Há um outro significado de aiki que é essencial para a verdadeira harmonia: a união perfeita de um homem e de uma mulher, um estado excelso de total intimidade física e espiritual. (Nos manuais de sexo chineses, aiki era o termo usado para a experiência sexual suprema.) A integração natural e pura dos princípios masculino e feminino está no amago de toda a criação. A libido não deve ser confundida com a mera concupiscência; deve, sim, ser compreendida como um anseio sincero de integração e de realização plena. Macho e fêmea são estéreis até que se unam; o desejo de ficar ligado, como se fosse um, para restaurar a unidade primordial, é um objetivo fundamental do Aikidõ (e de todas as outras artes).

A espada é a alma do samurai e o prolongamento do seu corpo e do seu espírito. Facerj Aikido

De modo semelhante, existe uma espécie de embriologia do aiki: o filho ideal é concebido quando os pais estão em harmonia total, constituindo uma verdadeira unidade de corpo e de alma. Se os pais permanecem em harmonia durante a gravidez, o feto é alimentado com aiki, uma qualidade que bate no coração da mãe e flui no seu sangue.
Tecnicamente, aiki é a “noção de tempo perfeita”. No dõjõ, o praticante procura fundir-se suavemente com a força de ataque, aplicando o volume exato de movimento, de equilíbrio e de força. Seguindo esse princípio, procuramos nos ajustar também à vida diária, reagindo aos vários desafios da vida com uma noção aguçada de aiki.

Morihei afirmava que "aiki é amor", e que é possível controlar uma agressão com um sorriso. O desafio supremo de um guerreiro é transformar a fúria de um inimigo destemido num riso inofensivo.


Dõ, a segunda metade da palavra Aikidõ, simboliza tanto um “caminho” particular que a pessoa percorre, como um “modo de vida” (way) universal baseado em princípios filosóficos. Os que trilham o caminho do Aikidõ vestem um tipo especial de roupa, meditam de uma certa maneira e praticam técnicas características. Esse é o caminho cultural do Aikidõ, o contexto da prática baseado nos ideais e técnicas clássicas do fundador, Morihei. O modo de vida do Aikidõ abrange o espectro mais amplo da vida – como convivemos com outros seres humanos fora do estreito mundo do dõjõ, como nos relacionamos com a sociedade como um todo e como tratamos a natureza. Nesse sentido, Aikidõ é Tantra, um entrelaçamento do macro e do microcosmo.

A verdade básica do Tantra é: “Tudo o que existe no universo existe dentro do corpo de cada pessoa. O que está aqui, está lá; o que não está aqui, não está em nenhum outro lugar.” O gnosticismo ocidental expressa essa verdade assim: “Quando fizerdes o de cima como o de baixo, e quando fizerdes do macho e da fêmea um só ser, então entrareis no Reino” (Evangelho de Tomé), ou mais sucintamente: “Como em cima, assim embaixo.” No idioma de Morihei, isso se expressa como ware soku uchu, “Eu sou (nós somos) o universo!” Cultivando o nosso corpo e a nossa alma através da prática do Aikidõ, adquirindo uma percepção verdadeira e praticando atos autênticos, aprendemos a viver cosmicamente.

Aikidõ é também ioga, um “jugo” que nos unifica, nos liga e nos atrela a prin­cípios superiores. As oito partes do ioga clássico se assemelham aos ensinamentos do Aikidõ clássico de Morihei:

Yama, “princípios éticos”, sendo o mais importante ahimsa, “não-violência”. Nas palavras de Morihei, “Aqueles que procuram a competição estão cometendo um grave erro. Bater, ferir ou destruir é o pior pecado que um ser humano pode cometer”.

Niyama, “disciplina”. No Aikidõ, recebe o nome de tanren (forjar): “O objetivo do treinamento é disciplinar o indolente, enrijecer o corpo e polir o espírito.”

Asana, “posturas graciosas”. Às vezes é útil que o praticante pense nos movi­mentos do Aikidõ não como técnicas de uma arte marcial mortífera, mas como:  asana, posturas físicas que ligam o praticante a verdades mais elevadas. Como asana, as técnicas do Aikidõ são dolorosas e difíceis no começo, mas no final se tornam mais fáceis, mais estáveis e mais agradáveis. Na verdade, um princípio do ioga diz que “a asana é perfeita quando o esforço para executá-Ia desaparece” e “quem domina a asana conquista os três mundos”. Morihei ensinava: “Funcio­nando harmoniosamente juntas, direita e esquerda dão origem a todas as técnicas. Os quatro membros do corpo são os quatro pilares do céu.”

Pranayãma, “controle da respiração”, é necessário para partilhar da respiração do universo: “Inspire e deixe-se levar até os confins do universo; expire e traga o cosmos de volta para dentro de você. Em seguida, respire toda a fecundidade da terra. Finalmente, mescle a respiração do céu e a respiração da terra com a sua própria respiração, transformando-se na própria Respiração da Vida.”

Pratyãhara significa “libertar-se da confusão”, um afastamento da distração dos sentidos, uma mente resoluta e imperturbável. Nesse sentido, Morihei ensinava:

“Não fixe o olhar nos olhos do seu oponente: ele pode hipnotizá-Ia. Não fixe os olhos na sua espada: ele pode intimidá-Ia. Não se concentre no seu oponente de maneira alguma: ele pode absorver sua energia.”

Dharana, “fixando a mente”, também conhecida como ekagratã, “mantendo um único ponto”, é um conceito bem-conhecido nos círculos do Aikidõ: “Se está centrado, você pode se movimentar livremente. O centro físico é sua barriga; se sua mente também está assentada ali, você pode ter certeza da vitória em qualquer empreendimento.”

Dhyana, “meditação”, é um estado de intuição profunda e de visão clara: “Expulse os pensamentos limitadores e retome ao verdadeiro vazio. Poste-se no meio do Grande Vazio.”

Samadhi, “absorção total”, vai ainda mais longe. No samadhi, a distinção entre cognoscente e coisa conhecida se dissolve, uma transfiguração que Morihei ex­pressava como “Eu sou o universo!” Os poderes sobrenaturais de Morihei tinham origem no seu samadhi-aiki que tudo absorvia, e seu comportamento excêntrico também era característico dos níveis mais elevados do ioga – uma espécie de loucura divina que transcendia o tempo e o espaço. “Se não se unir ao vazio do Puro Vazio, você não encontrará o caminho de aiki.

Os ensinamentos de Morihei foram resumidos na frase Takemusu Aiki. Take sim­boliza “valor e bravura”; representa a irreprimível e inabalável coragem de viver. Musu representa nascimento, crescimento, realização, plenitude. É a força criativa do cosmos, responsável pela produção de tudo o que sustenta a vida. Takemusu Aiki é uma expressão simbólica que significa “a existência mais destemida e criativa!”

Circularidade. O movimento e aceleração do ataque adversário retornando ao seu ponto de origem. Facerj Aikido

Facerj Aikido

Aiki significa harmonia e integração – entre corpo e alma, entre o eu e o outro, entre a humanidade e a natureza. Quando praticado adequadamente num ambiente saudável, aiki é uma fonte inesgotável de energia e de amor.

Izanami (à esquerda, sustentando a lua no alto) e Izanagi (à direita, segurando o sol), dois deuses xintoístas da criação. Essa imagem faz parte de um pergaminho de transmissão secreta da escola de esgrima Shinkage. Também no Aikidõ, a interação harmoniosa de Izanami (mãe) e de Izanagi (pai), sexual e espiritualmente, simboliza a natureza cooperativa do universo. Morihei usava com freqüência os símbolos de Izanami e de Izanagi em seus ensinamentos: “Izanami é o elemento feminino, receptivo, associado com a água, força centrífuga, e o lado direito das coisas; Izanagi é o elemento masculino, ativo, associado com o fogo, força centrípeta, e o lado esquerdo das coisas.” Morihei acreditava que toda mulher chegará a realizar seu potencial como uma deusa de compaixão e todo homem seu potencial como um buda vitorioso.

Se você tem vontade de praticar ou conhecer melhor a arte marcial  japonesa Aikido, eu gostaria de indicar a Facerj Aikido. A Facerj  tem como seu fundador o Shiran Paulo Henrique de Menezes. Além de aprender um Aikido tradicionalmente marcial e mantendo todos os ensinamentos do Bushido, você fará parte de uma família que tem como objetivo o crescimento físico, mental e espiritual. O Aikido ensinado na Facerj traz também, na sua base, os ensinamentos e as formas de treinamento criados pelo mestre Kenji Tomiki.

Kenji Tomiki sentado ao lado de O Sensei Morihei Ueshiba.

Kenji Tomiki (8˚ dan de judo/aluno direto de Jigorokano) foi o primeiro sensei a se graduar 8˚ dan. Ele  recebeu seus ensinamentos diretamente de Morihei Ueshiba. A Facerj Aikido não pratica nenhum tipo de competição em seus dojos e mantém todos os ensinamentos do Aikido tradicional de Morihei Ueshiba.  Para maiores detalhes entre no site:      http://www.facerj.com.br/php/

Shiran - Paulo Henrique de Menezes FACERJ- AIKIDO

AIKIDO

Posted in Akido with tags , , , , , , , , , , , on 03/01/2009 by artesmarciaispaulonetto

Arte marcial de origem Japonesa criada pelo “O Sensei, Morihei Ueshiba” que nasceu em Tanabe no Japão no ano de 1883.  Morihei Ueshiba iniciou seus estudos nas artes marciais praticando Ju-Jutsu, Kenjutsu, Yagyu-Jutsu da escola tradicional Gotô.

O Sensei sempre mostrou paixão pelos estudos que envolviam armas brancas e de madeira, estudou estilos de lutas que incluiam a Katana, Tanto, a baioneta  e as lanças Yari. Morihei Ueshiba também se especializaou no uso do Boken  (espada de madeira) e o Jô (bastão de madeira).

O SENSEI MORIHEI UESHIBA

Morihei Ueshiba

No ano de 1915 quando ja era um dos mestres mais reconhecidos do Japão, Morihei Ueshiba conheceu o mestre Sokaku Takeda com quem aprendeu as técnicas da arte marcial Daito Ryu  Ju- Jutsu. O estudo do Daito Ryu deu o conhecimento final para que ele desenvolvesse a sua arte marcial,  que inicialmente chamou de daito Ryu Aiki Ju Jutsu (1920) , Aiki Bujutsu (1922), Aiki Budô (1925) e finalmente Aikido em 1942.

Atual Doshu Moriteru Ueshiba:Moriteru Ueshiba

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